Foto: PWIT/Gonçalo Silva.

Segundo dados do Eurostat, em Portugal, apenas 14,4% dos profissionais na área de Tecnologias de Informação é mulher, número que está abaixo da média europeia.

Também de acordo com o Global Gender Gap Report 2020, do Fórum Económico Mundial, o fosso económico entre homens e mulheres tem aumentado, sendo uma das causas o número reduzido de mulheres que ocupa posições em tecnologia, área que tem assistido a um crescimento substancial.

Para fazer face a este desequilíbrio de género, a comunidade Portuguese Women in Tech (PWIT), em parceria com a E-REDES, vai lançar uma iniciativa quer inspirar milhares de jovens portugueses, em 800 agrupamentos escolares, a seguir uma carreira tecnológica.

Para isso, irá disponibilizar um programa completo de conteúdos para serem distribuídos por escolas de norte a sul do país. Alcançar, em 10 anos, um maior equilíbrio de género no setor tecnológico é um dos grandes objetivos propostos.

A iniciativa pretende abranger todo o território nacional.

Nos próximos meses, a Future PWIT irá disponibilizar um programa completo de conteúdos para serem distribuídos por escolas de norte a sul do país.

Professores e orientadores do segundo e terceiro ciclos, assim como do ensino secundário, terão acesso a, entre outros, ferramentas de trabalho para serem utilizadas em contexto de sala de aula, incluindo material inspiracional e exercícios práticos.

A comunidade Portuguese Women in Tech foi criada em 2016 e já promoveu uma série de iniciativas com vista e atrair mais mulheres para a área tecnológica, assim como a apoiar as profissionais que já trabalham nesta área.

“Acreditando que um dos fatores que tem um papel mais importante na atração de mais mulheres para a tecnologia é a existência de modelos que sirvam como exemplo, a Future PWIT irá promover também histórias de sucesso, com vídeos de entrevistas a mulheres com diferentes perfis e experiências que têm tido um percurso notável na área em Portugal”, referem os promotores do projeto.

Liliana Ferreira, Diretora Geral da Fraunhofer Portugal; Verónica Orvalho, Fundadora e CEO da MyDidimo; Anabela Ferreira, Senior Agile Business Analyst na Natixis; e Margarida Henriques, Business Unit Director na E-REDES, são apenas alguns dos nomes que participam nesta iniciativa.

Esta comunidade pretende, com esta ação, alcançar milhares de alunas e alunos, dos 10 aos 18 anos, em cerca de 800 agrupamentos escolares.

A divulgação e ativação dos conteúdos relacionados com a iniciativa Future PWIT nas escolas será complementada por divulgação em diversas plataformas online.

Para além de atrair jovens mulheres (mas também homens) para a área da tecnologia, a iniciativa tem como objetivo capacitar adultos responsáveis e promover a discussão no geral. Alcançar, em 10 anos, um maior equilíbrio de género no setor tecnológico é um dos grandes objetivos propostos.

“Com a Future PWIT, pretendemos inspirar jovens por todo o país com ferramentas diversas e histórias de quem escolheu a tecnologia como carreira. Se esta iniciativa fizer com que um número significativo de alunas e alunos equacionem esta área para o seu futuro laboral, o nosso objetivo estará, em parte, cumprido. Para além de termos impacto nas gerações mais novas, a nossa grande expectativa é conseguir uma mobilização da comunidade em geral, com especial enfoque em pais e professores. Acreditamos que uma mudança de perceção é alcançável, mas tal só é possível trabalhando com as gerações que serão a futura força de trabalho”, sublinha Inês Santos Silva, cofundadora da comunidade Portuguese Women in Tech.

“Esta iniciativa insere-se no compromisso de promoção de medidas que fomentam a diversidade de género e reflete a constante preocupação da E-REDES em incorporar, na sua estratégia de gestão, princípios de igualdade. Integrar mais mulheres nas equipas e na liderança contribuirá para o desenvolvimento de uma cultura inclusiva, diversa e socialmente responsável”, afirma José Ferrari Careto, Presidente da E-REDES.

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