Prémio Gulbenkian para a Humanidade entregue durante COP26

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Prémio Gulbenkian para a Humanidade entregue durante COP26
Da esquerda para a direita: Isabel Mota (Presidente da Fundação Gulbenkian), Frans Timmermans (vice-presidente do Global Covenant of Mayors), Martin Essayan (administrador da Fundação Calouste Gulbenkian) e Gregor Robertson (embaixador global do Global Covenant of Mayors). Foto: Cátia Cavaco/Gulbenkian

A COP26, em Glasgow, foi a ocasião para a Fundação Calouste Gulbenkian entregar o Prémio Gulbenkian para a Humanidade, anunciado no passado dia 16 de outubro.

Frans Timmermans, vice-presidente da Comissão Europeia e do Global Covenant of Mayors – GCoM, agradeceu o prémio, realçando a importância dos autarcas no combate às alterações climáticas.

“Estou muito grato à Fundação Gulbenkian por reconhecer o papel dos autarcas. Porque são eles que vão decidir se essa transição para um mundo sustentável terá sucesso, sim ou não”, deixa claro Timmermans.

Os autarcas “estão perto de seus cidadãos. Eles sabem o que é necessário nas suas cidades. Eles têm a confiança dos seus cidadãos”, salientou Frans Timmermans.

O responsável do GCoM considera ao reconhecer o papel do poder local nesta luta por um planeta mais sustentável, a Fundação Gulbenkian dá “um passo importante para capacitar os autarcas em todo o mundo a serem capazes de desempenhar esse papel ao máximo”.

O GCoM é a maior aliança global para a liderança climática das cidades, sendo constituída por mais de 10.600 cidades e governos locais de 140 países, incluindo Portugal. 

O papel decisivo dos autarcas

Timmermans sublinhou o papel decisivo dos presidentes de câmara na sustentabilidade das cidades, já que são “os que estão mais perto dos cidadãos”.

Na cerimónia realizada à margem da cimeira COP26, na Escócia, a presidente da Fundação Gulbenkian realçou a importância do vencedor do Prémio Gulbenkian para a Humanidade para a descarbonização e resiliência das cidades no combate à crise climática.

Isabel Mota lembrou que a Fundação continua a apostar na sustentabilidade e numa nova transição energética, iniciada pelo desinvestimento nos combustíveis fósseis.

Nesta sessão, além da presidente da Fundação Gulbenkian e do administrador Martin Essayan, participaram ainda vários representantes do GCoM e elementos do júri do prémio, como Runa Khan, Johan Rockström e Miguel Bastos Araújo.

O júri da 2ª edição do Prémio Gulbenkian para a Humanidade distinguiu, entre 113 candidatos provenientes de 48 países, o esforço concertado desta aliança para promover a transição das cidades para uma economia de baixo carbono.

O GCoM é copresidido por Frans Timmermans, vice-Presidente Executivo da Comissão Europeia para o Pacto Ecológico Europeu, e por Michael Bloomberg, antigo presidente de Câmara de Nova Iorque e enviado especial do Secretário-Geral das Nações Unidas para Ambições e Soluções Climáticas, que agradeceu em vídeo a atribuição do prémio. (depoimento de Michael Bloomberg)

O montante de um milhão de euros do Prémio Gulbenkian vai financiar projetos de grande dimensão em cinco cidades no Senegal (fornecimento de água potável) e numa cidade nos Camarões (desenvolvimento de soluções de eficiência energética).

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