Seguindo a convocatória da coligação internacional dos movimentos “COP26 Coalition”, vai realizar-se uma marcha pela Justiça Climática, em Lisboa, no dia 7 de novembro, este domingo.

A marcha acontece às 15 horas, entre o Martim Moniz e a Alameda, sendo organizada pela plataforma Salvar o Clima.

Organizações subscritoras: A Coletiva; Academia Cidadã; Acréscimo; ADPM – Associação para a Defesa do Património de Mértola; Animal Care & Save Portugal; Animar; Ar Puro; Bloco de Esquerda; CIDAC – Centro de Intervenção para o Desenvolvimento Amílcar Cabral; Climáximo; COOLabora – Intervenção Social; Femafro – Associação de Mulheres Negras, Africanas e Afrodescendentes de Portugal; Greve Climática Estudantil; IMVF – Instituto Marquês de Valle Flôr; Lisboa Possível; PAN – Pessoas Animais Natureza; PATAV – Plataforma Anti-Transporte de Animais Vivos; Precários Inflexíveis; Quercus – ANCN; Rede para o Decrescimento; Reflorestar Portugal; Sciaena; SOS Racismo; STCC – Sindicato dos Trabalhadores de Call Center; The Climate Reality Project – Equipa em Portugal; UMAR – União de Mulheres Alternativa e Resposta; Zero – Associação Sistema Terrestre Sustentável; Zero Waste Lab.

“A COP26 – Conferência das Nações Unidas sobre as Alterações Climáticas arrancou em Glasgow com poucas expectativas e fracas ambições para travar a crise climática. Problemas globais requerem soluções que incluam todos e todas nos diferentes níveis da sociedade. As decisões tomadas na COP26 vão moldar a forma como os governos respondem – ou não – à crise climática. Vão decidir quem é sacrificado, quem escapa e quem lucra. Até agora, os governos não fizeram muito e o preço da inação será caro. Os governos são coniventes com as empresas e escondem-se atrás de falsas soluções verdes (‘greenwashing’) e de estratégias de mitigação e adaptação que não saem do papel. Deste modo, muitas populações estão já a sofrer as consequências deste descaso ambiental. A COP26 está a acontecer num momento crucial da história. Em todo o mundo e através de vários movimentos, levanta-se uma nova vaga de resistência, solidariedade global e organizações de base”, enfatizam os promotores da iniciativa.

“Temos uma oportunidade única de reformatar o nosso sistema, enquanto recuperamos da pandemia”, lembra a plataforma.

“Temos uma oportunidade única de reformatar o nosso sistema, enquanto recuperamos da pandemia. Podemos intensificar a crise até ao ponto de não retorno ou criar as bases para um mundo justo onde as necessidades de todos/as são atendidas. Não devemos entregar a nossa esperança de um planeta sustentável aos líderes mundiais nem às empresas. Nós, cidadãos e cidadãs, podemos exigir e construir um mundo melhor juntos/as. As soluções transformadoras de que precisamos para sobreviver e construir um mundo mais justo só podem ser alcançadas através da ação coletiva, solidariedade e coordenação, das nossas comunidades locais e internacionais”, afirma os organizadores desta manifestação a favor do clima.

A marcha contará com mais de 25 organizações portuguesas.

As manifestações a nível global vão acontecer maioritariamente no sábado, dia 6. A organização da Marcha em Lisboa alterou a data para dia 7, em solidariedade com a manifestação antirracista “Justiça para Danijoy Pontes” marcada para o dia anterior.

Reivindicações da Marcha Mundial pela Justiça Climática

► Sem eufemismos: não aos combustíveis fósseis, sem o discurso de emissões líquidas e sem soluções falsas
• Lutar por 1,5ºC
• Precisamos de zero emissões, não de zero emissões “líquidas”
• Deixar os combustíveis fósseis debaixo do solo: nenhum novo investimento ou infraestrutura de combustíveis fósseis
• Rejeitar soluções falsas: não aos mercados de carbono e tecnologias arriscadas e não comprovadas

► Vamos reestruturar o sistema: Queremos uma Transição de Justiça agora!
• Vamos começar a Transição de Justiça

► Justiça climática global: reparações e redistribuição às comunidades indígenas e ao Sul Global
• Distribuição justa, e esforço adequado pelos países ricos
• Cancelar as dívidas do Sul Global a todos os credores
• Financiamento climático baseado em subsídios para o Sul Global
• Reparações por perdas e danos já ocorridos no Sul Global

Mais informações sobre as reivindicações aqui.

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