Cetelem desenvolve estudo sobre a coabitação urbana sustentável

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Cetelem desenvolve estudo sobre a coabitação urbana sustentável

O Cetelem e a C-Ways tornaram-se parceiros de investigação e desenvolveram o Observador Cetelem Automóvel 2021. Um estudo focado na temática da coabitação urbana e no âmbito do qual foram inquiridas, com recurso ao método de recolha CAWI, 10 mil pessoas.

Graças à colaboração dos entrevistados, oriundos de 15 países, conseguiram-se recolher dados para sustentar a ideia de que “a posição do automóvel, sobretudo na cidade, tem sido contestada”. No caso do nosso país, “8 em cada 10 portugueses gostariam que a sua utilização reduzisse”.

Isto não significa que se está a apelar a um aniquilamento dos automóveis. Na verdade, está-se é a pedir que as pessoas repensem a sua utilização “abrindo caminho a outras formas de transporte, de preferência mais sustentáveis e sem emissões de carbono”. Uma mudança que nos levaria à “coabitação urbana sustentável”, assegura a Cetelem.

A recetividade às formas de transporte não motorizadas

Para atingirmos a referida “coabitação urbana sustentável” é necessário disponibilizar mais espaços adequados para outras formas de mobilidade: a pé, bicicletas, trotinetes, entre outras. Algo com que 82% dos inquiridos estão, aparentemente, de acordo. “Mesmo que isso implique penalizar ou restringir o uso do automóvel”, sublinham os autores do estudo.

Analisando ainda mais ao detalhe as respostas dadas podemos constatar que “92% dos portugueses querem mais espaços adaptados para outras formas de mobilidade”. Portugal é, dos quinze inquiridos, o segundo país com mais respostas positivas a esta questão. Só o Brasil superou este resultado, com 96% dos seus participantes a apoiarem esta mudança.

Segundo refere o Cetelem “o desejo de coabitação urbana entre todos os meios de transporte é partilhado por todos os 15 países inquiridos”. No entanto uns mostraram-se mais recetivos do que outros a essa realidade.

De um lado temos os países emergentes e mediterrâneos, e também a China, como os maiores defensores deste conceito. Já a França, a Alemanha e a Bélgica, os três países onde a ecologia política é mais expressiva, parecem mostrar convicções mais fracas. “Talvez por se tratar de uma realidade que tem já maior expressão”, aponta o Cetelem.

As restrições de circulação são indispensáveis

O Observador Cetelem Automóvel 2021, também ajudou a perceber como é que as pessoas reagiriam a eventuais medidas para restringir o tráfego e a poluição dos veículos motorizados. Estamos a falar, por exemplo, de portagens urbanas e da proibição de circulação a determinados veículos.

Perante essa possibilidade verificaram-se duas opiniões opostas: “enquanto 75% dos inquiridos acredita que estas restrições são úteis e indispensáveis, mais de metade também considera que estas medidas são demasiado numerosas (54%) e suficientemente restritivas (65%)”, especifica o Cetelem.

A recolha destes resultados só foi possível graças ao trabalho de campo quantitativo desenvolvido pela Harris Interactive entre 2 e 11 de setembro de 2020. Durante esse período o grupo inquiriu pessoas oriundas de: África do Sul, Alemanha, Bélgica, Brasil, China, Espanha, Estados Unidos da América, França, Itália, Japão, Holanda, Polónia, Portugal, Reino Unido e Turquia.

As pessoas que participaram deste estudo tinham entre 18 e 65 anos, sendo que a representatividade da amostra é assegurada pelo método quotas (idade e género). No total foram entrevistas 500 pessoas de cada país, exceto em França onde se realizaram 3 mil entrevistas.

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