O estudo sobre o impacto da eletricidade de origem renovável feito pela consultora Deloitte para a Associação Portuguesa de Energias Renováveis (APREN) mostra que as renováveis contribuíram com 18,5 mil milhões de euros para o PIB português, no espaço de cinco anos (3,7 mil milhões de euros por ano), representando, desta forma, cerca de 1,9% do PIB.

Com o acréscimo de produção renovável resultante do Hidrogénio Verde e do aumento da ambição climática este valor pode subir entre 1,9 a 6,7 mil milhões de euros anualmente, a expectativa é que, em 2030, este valor ascenda a cerca de 12,8 mil milhões de euros (cerca de 5% do PIB).

Legenda: VAB – Valor Acrescentado Bruto. FER – Fonte de Energia Renovável. Fonte: Deloitte/APREN

Benefícios económicos para o consumidor

Refere a APREN que, entre 2016 e 2020, o preço de venda da eletricidade sem Produção em Regime Especial (PRE) renovável teria sido, em média, 24€/MWh superior “ao preço de venda que se verificou devido à incorporação de PRE renovável”.

A análise da Deloitte aponta ainda que, entre os anos de 2016 e 2020, a produção de eletricidade de origem renovável permitiu poupar aproximadamente 4,1 mil milhões de euros só em importação de carvão e gás natural.

Fazendo a estimativa às poupanças acumuladas graças às renováveis e obtidas desde 2016, os cálculos apontam para cerca de 6,1 mil milhões de euros, dos quais cerca de 2,5 mil milhões de euros correspondem aos anos de 2019 e 2020.

Poupança de emissões de CO2 com energia renovável

Do ponto de vista ambiental, a eletricidade de fonte renovável, ao substituir fontes mais poluentes, permitiu evitar a emissão de 19,9 milhões de toneladas equivalentes de CO2 em 2020, a que corresponde uma poupança de 433 milhões de euros em licenças de emissão de CO2.

“No cenário do Plano Nacional Energia e Clima 2021-2030 (PNEC 2030) perspetiva-se que a poupança total anual ascenda a cerca de 2,4 mil milhões de euros com licenças de CO2, associado a 25,5 milhões de toneladas equivalentes de CO2 evitadas e um preço 108€/t previsto para 2030”, declara a APREN.

Quanto ao emprego, conclui-se que, em 2020, o setor de produção de eletricidade renovável representava 51 mil empregos, gerando um PIB por trabalhador de 77,2 mil euros.

Entre 2020 e 2030, com a concretização das estimativas de capacidade adicional, as fontes de energia renovável deverão gerar um adicional de mais de 90 mil colaboradores, chegando aos cerca de 160 mil empregos em 2030. “Uma maior ambição climática, a par com a introdução do Hidrogénio verde, poderá ainda criar adicionalmente entre 24 a 83 mil empregos a estas estimativas para 2030”, acrescenta a APREN.

Ganhos para a Segurança Social

Em linha com estes resultados, estima-se que, em média, entre 2020 e 2030, a contribuição anual para a Segurança Social seja superior a 1.000 milhões de euros, e cerca de 1.600 milhões de euros para 2030. Segundo a APREN, citando o documento da Deloitte, o Hidrogénio Verde e o aumento da ambição climática poderão ainda acrescentar entre 243 a 842 milhões de euros anuais ao total de contribuições para a Segurança Social em 2030.

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