O projeto “Torres Vedras Living Lab Green Hydrogen” visa incentivar o desenvolvimento de projetos de hidrogénio no município de Torres Vedras e na Comunidade Intermunicipal do Oeste, com vista à neutralidade carbónica e em coerência com o preconizado nas políticas europeia, nacional e regional.

O Pacto terá a duração de cinco anos e dele fazem parte entidades nacionais de setores como investigação e desenvolvimento, indústrias, prestadores de serviços nas mais diversas áreas, produtores de energia e transportadores.

O documento que visa a constituição desta plataforma para a promoção da utilização do hidrogénio verde nesta região envolve um conjunto de 28 entidades, a saber: Câmara Municipal de Torres Vedras; AP2H2 – Associação Portuguesa para a Promoção do Hidrogénio; DELAB – Energy Efficiency & Green Power; Transportes Paulo Duarte; Grupo Valouro; Serviços Municipalizados de Água e Saneamento de Torres Vedras; PRF – Gás, Tecnologia e Construção; ISQ – Instituto de Soldadura e Qualidade; EDP – Energias de Portugal; Lhyfe; Rauschert; Cerâmica Torreense; Firstrule; Winpower – Engenharia e Desenvolvimento; SMARTENERGY Group AG; Finerge; Coopérnico – Cooperativa de Desenvolvimento Sustentável; INEGI – Instituto de Ciência e Inovação em Engenharia Mecânica e Engenharia Industrial; Barraqueiro Transportes; AdP Energias – Energias Renováveis e Serviços Ambientais,; ACR ENERGIA; Cerâmica Outeiro do Seixo; Iberdrola; Dourogás Renovável – Produtora de Gás; BMI Portugal; Fusion-Fuel; Toyota Caetano Portugal; e CaetanoBus.

O Pacto terá a duração de cinco anos, podendo esse prazo ser prorrogado.

O Living Lab surge alinhado com o “Pacto Ecológico Europeu” (European Green Deal) lançado pela Comissão Europeia em 2020 e o movimento “Acordo Cidade Verde” (Green City Accord) dirigido a todos os autarcas dos Estados Membros da União Europeia, visando o município de Torres Vedras ser um bastião nesta matéria.

Segundo o texto do memorando, “os subscritores deste documento comprometem-se em colaborar cada um dentro das suas diversas áreas de intervenção, sejam elas de investigação e desenvolvimento, indústrias, prestações de serviços nas mais diversas áreas, produtores de energia, transportadores, financiadores, entre outros”.

“A colaboração referida deverá materializar-se através da partilha de ações e informações entre todos independentemente dos objetivos particulares de cada um, encarregando-se o município em fazer o papel de ligação entre os subscritores do presente memorando, e de divulgação de possíveis fontes de financiamento sejam elas privadas ou públicas, sempre que tal lhe seja proposto e ou solicitado”.

O memorando de entendimento para a criação do Torres Vedras Living Lab Green Hydrogen vai, de resto, de encontro à Estratégia Nacional para o Hidrogénio (EN-H2), a qual, segundo se pode ler no documento, “tem como objetivo principal introduzir um elemento de incentivo e de estabilidade para o setor energético, promovendo a introdução gradual do hidrogénio verde enquanto pilar sustentável e integrado numa estratégia mais abrangente de transição para uma economia descarbonizada, enquanto oportunidade estratégica para o país”.

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