A Cleanwatts vai dar o seu contributo à implementação do primeiro projeto em Portugal de comunidades de energia, em parceria com a Santa Casa da Misericórdia de Miranda do Douro.

Este é o primeiro projeto de mais de 100 comunidades que a Cleanwatts espera colocar no terreno em Portugal nos próximos meses.

“Estamos orgulhosos de ser a primeira instituição com uma comunidade de energia em Portugal, acreditamos ser uma vantagem não só para a instituição como também para todos os membros da comunidade envolvente. A Cleanwatts teve uma colaboração muito próxima e a sua proposta não exigiu investimento, pelo que claramente recomendaria esta opção a outras instituições, de modo a reduzir custos de energia bem como a pegada carbónica”, enfatiza Armênio Gomes, Vice-Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Miranda do Douro.

Este projeto é conduzido ao abrigo do novo regime jurídico criado pelo Decreto-Lei n.º 162/2019, que transpõe parcialmente a Diretiva Comunitária 2018/2001 (RED II).

Paralelamente, a empresa – fundada em 2020 através da incorporação da Virtual Power Solutions (VPS) e de várias startups internacionais atuando na área da gestão digital de energia – já está a expandir a utilização do seu Sistema Operativo para comunidades de energia noutros mercados, nomeadamente Europa e EUA.

Comunidades de energia estão a crescer

Tendo por base a evolução tecnológica do setor, as comunidades de energia estão a crescer exponencialmente em todo o mundo, para responder ao desafio de energia limpa e atender às metas de Neutralidade Carbónica, garantindo preços de energia acessíveis e combatendo a pobreza energética.

Na Europa, espera-se que cerca de 37% das residências participem em comunidades de energia até 2050.

Nos EUA, os projetos solares comunitários já representam 11% do total de energia vendida e, apenas no ano passado, foram instalados 3,1 GW de energia fotovoltaica através de comunidades de energia.

Sistema Operativo da Cleanwatts

“O Sistema Operativo da Cleanwatts combina os benefícios da eficiência energética com a gestão de ativos de energia distribuída (solar, baterias, veículos elétricos, equipamentos de climatização, etc.) de modo a maximizar o valor da energia produzida, armazenada e consumida no âmbito de uma comunidade de energia, permitindo que os seus participantes beneficiem de energia limpa mais barata do que a energia de mercado”, explica a empresa.

Segundo a Cleanwatts, o seu sistema operativo foi desenvolvido de forma modelar, de modo a poder adaptar-se a diferentes enquadramentos legais e necessidades específicas dos participantes das respetivas comunidades de energia, nomeadamente instalações comerciais e industriais, residências unifamiliares, blocos de apartamentos, edifícios municipais, universidades, escolas e hospitais.

“O Sistema Operativo é suportado por uma solução de Virtual Power Plant (VPP) que permite a agregação de uma ampla gama de cargas de energia para permitir serviços de balanceamento da rede e flexibilidade, através da integração nas redes de distribuição”, acrescenta a empresa.

Projeto em Miranda do Douro

A Cleanwatts tem liderado o desenvolvimento de comunidades de energia em Portugal anteriormente ao novo quadro legal, através de vários pilotos. O projeto da Santa Casa da Misericórdia de Miranda do Douro é o primeiro aprovado ao abrigo do novo regime jurídico que entrou em vigor em 2020.

O projeto integra capacidade solar fotovoltaica instalada em vários telhados permitindo à Santa Casa da Misericórdia de Miranda do Douro reduzir os seus gastos energéticos em pelo menos 10% em comparação com o preço padrão de mercado da eletricidade.

A ideia é que, nos próximos meses, a comunidade de energia cresca, incorporando outros consumidores locais de energia e produtores de energia solar para o benefício coletivo da comunidade.

“Estamos particularmente orgulhosos desta conquista histórica, especialmente devido ao impacto social positivo que este projeto terá na comunidade. Numa altura em que os preços da energia estão a disparar em toda a Europa, é importante realçar que as comunidades da energia representam uma solução eficaz para dois enormes desafios: as alterações climáticas e a pobreza energética. O nosso Sistema Operativo foi desenvolvido para acelerar os benefícios da transição energética global, oferecendo aos participantes energia limpa de origem local e a preços acessíveis, ao mesmo tempo que garante resiliência e segurança de abastecimento para toda a comunidade”, declara Michael Pinto, CEO e cofundador da Cleanwatts.

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