São quatro as plataformas BEV que formam a espinha dorsal dos veículos eletrificados das marcas do Grupo Stellantis.

As plataformas são projetadas com um elevado nível de flexibilidade (comprimento e largura) e partilha de componentes, proporcionando economias de escala, uma vez que cada plataforma pode suportar uma produção máxima de dois milhões de unidades por ano.

As quatro plataformas são:
STLA Small, autonomia máxima de 500 km
STLA Medium, autonomia máxima de 700 km
STLA Large, autonomia máxima de 800 km
STLA Frame, autonomia máxima de 800 km

A propulsão é assegurada por uma família de três módulos elétricos (EDM) que combinam um motor, uma caixa de velocidades e um inversor.

Estes EDM são compactos, flexíveis, podem ser facilmente dimensionados e também configurados para tração dianteira, tração traseira, tração integral e 4xe.

“A combinação das plataformas, dos EDMs e das baterias irá permitir fornecer veículos best-in-class em termos de eficiência, autonomia e recarga”, promete a Stellantis.

“A nossa viagem de eletrificação é, possivelmente, o tijolo mais importante a colocar” – Carlos Tavares

“As autonomias e as recargas rápidas são fundamentais para a aceitação generalizada dos veículos BEV por parte dos consumidores. A Stellantis vai ao encontro deste desafio com um conjunto de BEV que irão proporcionar autonomias entre os 500 e os 800 km e com capacidade de carregamento rápido líder da classe, de 32 km por minuto”, aponta a marca.

Atualizações over-the-air

Um programa de atualizações de hardware e de atualizações de software em modo over-the-air permitirá prolongar a vida das plataformas mesmo na próxima década, garante o fabricante que assegura que será desenvolvido software para manter as características específicas de cada marca.

Os packs de baterias serão adaptados para uma variedade de veículos, de propostas urbanas mais pequenas, a conjuntos mais densos em termos energéticos destinados a veículos de performance e comerciais ligeiros.

A utilização de duas soluções químicas para baterias está prevista para 2024, de modo a ir ao encontro das diferentes necessidades dos clientes: uma opção de elevada densidade energética e uma alternativa sem níquel nem cobalto.

Em 2026 deverá ser introduzida a primeira tecnologia competitiva de baterias em estado sólido.

Várias joint-ventures

A Stellantis conta atualmente ou está a concluir várias joint ventures tecnológicas chave, que vão desde operações de e-powertrain e e-transmission até à química inerente à produção de pilhas de baterias, bem como de cockpits digitais e serviços conectados personalizados.

“A nossa viagem de eletrificação é, possivelmente, o tijolo mais importante a colocar, numa altura em que começamos a desvendar o futuro da Stellantis, fazendo-o apenas seis meses após o seu nascimento, e estando agora toda a empresa em pleno modo de execução para superar as expectativas de cada cliente e acelerar o nosso papel na redefinição da forma como o mundo se desloca”, afirma Carlos Tavares, CEO do construtor. “Contamos com a escala, as competências, o espírito e a sustentabilidade para alcançar margens operacionais correntes de dois dígitos, para liderar a indústria com eficiências de referência e entregar veículos eletrificados que inflamam as paixões”.

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