O roteiro de eletrificação da Stellantis engloba a totalidade da cadeia de valor, com o Grupo, liderado pelo português Carlos Tavares, a apostar na construção de gigafábricas de baterias.

O plano prevê um total de cinco “gigafactories” na Europa e América do Norte, para satisfazer as necessidades de fornecimento de baterias e componentes EV.

Paralelamente, a produção destas gigafábricas será complementada com contratos de fornecimento adicionais e parcerias para responder à procura total.

A estratégia de fornecimento de baterias EV da empresa pretende garantir mais de 130 gigawatts/hora (GWh) de capacidade até 2025 e mais de 260 GWh até 2030.

Lítio para baterias

Nesse âmbito, a Stellantis assinou memorandos de entendimento com dois parceiros de processo de exploração geotérmica de lítio na América do Norte e na Europa, de modo a garantir um fornecimento sustentável de lítio, identificado como a matéria-prima para baterias mais crítica no que diz respeito à disponibilidade, bem como para ter a capacidade de integrar o lítio na cadeia de abastecimento, uma vez tal esteja disponível.

Para além das estratégias de fontes de abastecimento, a experiência técnica e as sinergias de produção da Stellantis permitirão baixar os custos das baterias.

Estima o Grupo que os custos dos packs de baterias para veículos elétricos deverão ver-se reduzidos em mais de 40% entre 2020 e 2024 e em 20% adicionais até 2030. “Todos os aspetos do pack de baterias desempenham um papel na redução dos custos, via a otimização do conjunto do pack, a simplificação do formato dos módulos, o aumento do tamanho das células e a melhoria dos conteúdos químicos da bateria”, explica o Grupo.

A empresa pretende maximizar o valor total do ciclo de vida da bateria através da reparação, refabrico, utilização em segunda vida e reciclagem, bem como garantir um sistema sustentável que dê prioridade às necessidades dos clientes e responda às preocupações ambientais.

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