Para impulsionar as vendas de veículos elétricos, a Comissão Europeia defende um quadro legislativo para que os Estados Membros instalem postos de carregamento públicos a uma distância não superior a 60 km nas principais estradas até 2025.

Até 2030, a intenção da Comissão Europeia é que haja 3,5 milhões de postos de carregamento públicos na zona europeia, aumentando essa quantia para 16,3 milhões de postos até 2050.

Temos a obrigação de criar os incentivos certos, diz Frans Timmermans

“Para que os condutores possam carregar ou alimentar os seus veículos numa rede fiável em toda a Europa, o Regulamento Infraestrutura para Combustíveis Alternativos revisto exigirá que os Estados-Membros aumentem a capacidade de carregamento em consonância com as vendas de automóveis sem emissões e instalem pontos de carregamento e de abastecimento a intervalos regulares nas principais autoestradas: a cada 60 km para o carregamento elétrico e a cada 150 km para o abastecimento de hidrogénio”, frisa Bruxelas.

“A transição para os veículos elétricos está a acontecer muito mais rápido do que qualquer um poderia imaginar, mas temos a obrigação de criar os incentivos certos para isso. Logo, a infraestrutura de carregamento deve estar lá”, afirma Frans Timmermans, responsável europeu pela política de mudança climática da UE.

De acordo com as contas da Comissão Europeia, entre 80 a 120 mil milhões de euros precisarão de ser investidos em postos de carregamento públicos e privados em toda a EU, até 2040.

Efeito de investimento em postos de carregamento

Os analistas da IHS Markit elaboraram uma estimativa que indica que se a UE aumentasse as suas metas de redução de emissões de CO2 para 50% até 2030, as vendas de veículos novos movidos a combustível fóssil no espaço europeu cairiam para praticamente zero até essa data.

“É claro que se essas metas ampliadas forem implementadas como propostas sólidas a serem votadas na legislação, os fabricantes que foram mais ousados e investiram pesadamente na eletrificação terão uma vantagem significativa”, refere a IHS.

“Os principais desafios são reduzir o nosso consumo de energia através da integração da eficiência energética com a fixação de preços do carbono e o estabelecimento de datas de eliminação progressiva para os combustíveis fósseis em toda a UE, intensificando o princípio da utilização de energias renováveis sustentáveis e a valorização da circularidade, em conformidade com a ambição climática, orientando as finanças públicas e privadas para a realização dos objetivos do Pacto Ecológico Europeu, assegurando simultaneamente sinergias com outros países da União Europeia, e com os objetivos ambientais, sociais e de igualdade de género. Ciência e cidadãos em toda a Europa estão a pedir ações muito mais arrojadas para combater as alterações climáticas. Esperamos que os Estados Membros e o Parlamento Europeu aumentem a ambição e a coerência política do pacote legislativo. A Europa pode e deve fazer mais”, comenta a associação ambientalista Zero.

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