A Gresart, empresa da indústria de pavimentos e revestimentos cerâmicos, apostou na instalação de uma central fotovoltaica na cobertura das suas instalações com uma potência de 1886 kWp.

Esta central, montada em parceria com a Helexia, irá produzir anualmente 2765 MWh de energia limpa e renovável, em regime de autoconsumo, sendo vista como um exemplo para o setor da cerâmica, como forma de se tornar mais competitivo.

“A aposta das empresas em autoconsumo local, permite uma poupança significativa na fatura de energia em simultâneo com ganhos ambientais – são menos emissões de CO2, menos utilização de combustíveis fósseis e menos perdas no transporte de eletricidade”, refere a Helexia que salienta que para a indústria cerâmica portuguesa, que foi pioneira, na União Europeia, na produção de grés e faiança para uso doméstico, continue a bater-se nos mercados externos, “entre vários fatores é necessário que utilize energia com custos mais competitivos”.

“A energia é um elemento essencial para a competitividade neste setor, onde apenas as unidades produtivas modernas e flexíveis, tecnologicamente evoluídas, conseguem obter os melhores resultados”, indica a Helexia.

Redução de custos operacionais com energia e consequente aumento da capacidade competitiva: preço, margem e lucro.

“Toda a produção assenta na utilização intensiva de energia, devido à total automatização do processo produtivo, com reflexo na dependência elevada de energia elétrica, por um lado, e do Gás Natural por via dos processos de atomização, secagem e cozedura. Tendo isto em consideração, a promoção do projeto da instalação da central fotovoltaica surgiu como uma oportunidade de promover a eficiência energética com relevantes vantagens económicas, assegurando mais um passo no caminho da descarbonização e redução no impacto ambiental desta atividade”, afirma Orlando Oliveira, diretor administrativo financeiro da Gresart Cerâmica.

“Ao mesmo tempo, promove a melhoria da qualidade de vida dos colaboradores pela via da substituição da cobertura do edifício, permitindo melhorar a iluminação natural no interior da unidade industrial e a remoção total do amianto existente”, acrescenta Orlando Oliveira.

Projeto chave-na-mão

A vantagem de ter um parceiro como a Helexia “é o descanso de ter um projeto desenvolvido chave-na-mão, que inclui o investimento” e que, neste projeto em concreto, representou 2,2 milhões de euros para a Helexia.

O facto de ser a Helexia a investir, permite que a empresa mantenha a sua capacidade de investimento na sua atividade “core”, permitindo o cliente manter o foco no seu negócio.

No caso da Gresart, cerca de 30% da produção é para exportação. Os principais mercados são Alemanha, França, Bélgica, Inglaterra, Países Baixos, Espanha, Irlanda, Suécia, Canada e EUA.

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