As matrículas de veículos ligeiros de passageiros alimentados a energias alternativas estão a caminho, este ano, de aumentar em Portugal 10 pontos percentuais (p.p.) face a 2019. E se considerarmos 2018, essa diferença é mais significativa: de 23 p.p.

Os dados foram dados a conhecer por Hélder Pedro, secretário-geral da Associação automóvel de Portugal (ACAP) no âmbito do Fórum ALF, encontro anual do setor do financiamento especializado organizado pela Associação Portuguesa de Leasing, Factoring e Renting (ALF).

Segundo a ACAP, em 2018, os veículos com energias alternativas (entre as quais se incluem os 100% elétricos e híbridos Plug-in) valiam apenas 6,7%, entre nós. Em 2019, essas mesmas matrículas nos ligeiros de passageiros passaram a 10,8%, tendo essa quota aumentado para 21% no ano 2020 e, novamente, incrementado para 29,7% nos primeiros quatro meses de 2021.

Entre as novas energias que a ACAP considera na sua análise estatística de abril de 2021, no mercado português, relevo para os PHEV a gasolina (8% de quota), Híbridos convencionais a gasolina (8%), os BEV (6%), os PHEV a gasóleo (2%), os híbridos standard a gasóleo (2%) e o GPL (1%).

Fonte: ACAP

Matrículas Diesel cada vez menos

As estatísticas são ainda claras a mostrar que a redução da quota do gasóleo entre os ligeiros de passageiros tem prosseguido de modo contínuo: 48% em 2018; 40% em 2019; 33% em 2020; e 26% de janeiro a abril de 2021.

Por seu lado, a quota de mercado da gasolina nas matrículas de ligeiros de passageiros em Portugal tem estabilizado desde 2018: 45% (em 2018), 49% (em 2019), 44% (em 2020) e 44% (de janeiro a abril de 2021).

“Tínhamos um mercado tradicionalmente Dieselizado. Em 2013 o Diesel representava 72% das vendas de veículos e essa tendência inverteu-se, com as chamadas energias alternativas a terem um peso crescente”, afirma Hélder Pedro.

“O novo paradigma da mobilidade passa pelo aumento exponencial de veículos híbridos, plug in e convencionais, e vendas de elétricos”, evidencia Hélder Pedro.

Os dados elaborados pela ACAP permitem observar que existe um paralelismo entre a realidade portuguesa e a europeia, ainda que a quota de 100% elétricos na União Europeia seja ligeiramente superior à registada em Portugal: 5,7% contra 5,1% no 1º trimestre de 2021.

Já os PHEV têm uma penetração superior no mercado nacional: 11% contra 8,2%.

Fonte: ACAP e ACEA

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