A Assembleia Municipal de Lisboa aprovou uma recomendação do PAN – Partido Pessoas, Animais, Natureza a favor da criação de corredores ecológicos na cidade de Lisboa.

“Estas estruturas são essenciais para a preservação da biodiversidade porque permitem que os animais silvestres circulem em segurança e favorecem a dispersão de sementes”, destaca o PAN.

Com a aprovação desta proposta – que contou com a abstenção do PS e do CDS-PP – a Assembleia Municipal de Lisboa insta a Câmara Municipal a:

► Criar um corredor ecológico que ligue as áreas localizadas a sul do Parque de Monsanto às áreas a norte da A5;

► Criar mais corredores verdes no interior da cidade de Lisboa, ligando os espaços verdes já existentes;

► Estudar ligações em corredores ecológicos com os concelhos limítrofes, designadamente Oeiras e Amadora.

“Os corredores ecológicos, ou corredores de biodiversidade, são faixas verdes que promovem a conexão entre áreas naturais fragmentadas e degradadas, nomeadamente pela introdução de infraestruturas, como as estradas. Esta fragmentação causa a degradação e perda dos habitats, que constituem as principais ameaças à sobrevivência de numerosas espécies”, refere o PAN.

Deslocação de animais e dispersão de sementes

O projeto dos corredores ecológicos aprovado pela Assembleia Municipal de Lisboa pretende “contribuir para quebrar o isolamento provocado pela ação humana entre as populações das áreas protegidas, através da identificação e otimização de corredores que permitam a migração de espécies silvestres nelas existentes, permitindo a deslocação de animais e a dispersão de sementes, favorecendo, assim, o intercâmbio genético, essencial para a manutenção da biodiversidade”, refere o partido.

Para o PAN, “este tipo de estrutura, não só traz benefícios para a biodiversidade, como permite potenciar a relação da cidade e da população com a natureza, sendo fundamental para reverter a diminuição de espaços verdes das últimas décadas” que relembra “que o espartilhar dos habitats dificultou a sobrevivência de diversas espécies, existindo múltiplos episódios de atropelamentos, que colocam em risco as espécies, bem como a segurança das pessoas que circulam na via pública”.

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