A pandemia trouxe infindáveis alterações à vida quotidiana, tendo todos os setores de atividade tido de se adaptar.

A empresa Sto, empresa de origem alemã, especializada no desenvolvimento de materiais e soluções de construção, destaca que “ter ambientes higiénicos, livres de vírus e bactérias, e dispor de elementos que ajudem a prevenir a sua disseminação é, devido à crise do coronavírus, mais importante do que nunca. E não é para menos: calcula-se que o ar interior tenha mais de 900 compostos poluentes e alguns possam estar 2 a 5 vezes mais concentrados do que no exterior”.

Construção e design de interiores

Tendo em conta que passamos cerca de 90% do nosso tempo em espaços interiores, a arquitetura, a construção e o design de interiores há muito que pesquisam soluções que ajudem a criar espaços saudáveis, reduzindo as substâncias nocivas do ambiente e das superfícies.

A empresa Sto analisou algumas das soluções que estão, deste modo, a ganhar destaque neste período pandémico:

  • Elementos de construção que favoreçam uma maior entrada da luz solar como elemento antibacteriano. “A luz natural não só é boa para a saúde, como também se demonstrou a sua capacidade para eliminar as bactérias que vivem no pó. Este facto é demonstrado por alguns estudos, como o realizado pela Universidade de Oregon (EUA), que mostra que, em divisões escuras, 12% das bactérias permanecem vivas, com capacidade de se reproduzirem. No entanto, esta percentagem é reduzida para 6,8% nas divisões expostas à luz do dia”, salienta a Sto. De acordo com os investigadores, o pó que permanece em locais escuros contém microrganismos intimamente relacionados com espécies ligadas a doenças respiratórias, ao invés do pó que está exposto à luz do dia.
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    Foto: Colin Maynard/Unsplash



  • Uso de biombos, painéis ou divisórias. A obrigatoriedade de manter uma distância de segurança interpessoal de 2 metros também veio aumentar a colocação de divisórias, painéis separadores ou biombos em lojas, restaurantes, escritórios ou bancos públicos, evitando assim o contato entre os utilizadores. Alguns locais estão até a idealizar a colocação de pequenas cabinas de isolamento.
    construção
    Foto: Bára Buri/Unsplash


  • Tintas que limpam o ar interior de poluentes. O mercado já oferece algumas tintas com capacidade de purificação do ar que, graças ao efeito da luz natural, decompõem os odores e neutralizam substâncias nocivas, cuja exposição pode causar danos graves à saúde. Inclusive algumas empresas, como a Sto, já oferecem produtos deste tipo que o fazem sem a necessidade de luz solar, bastando a iluminação padrão para iniciar o processo de limpeza.
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    Foto: David Pisnoy/Unsplash


  • Sensores de movimento ou soluções capazes de medir a temperatura dos visitantes. A atual crise sanitária colocou na ordem do dia a instalação em locais públicos de acessórios com sensores ou detetores de proximidade que limitam o contato com portas, interruptores, maçanetas, botões, etc. Igualmente, está a ser considerada a possibilidade de incluir nos projetos de construção de entradas dos edifícios soluções capazes de combinar inteligência artificial com termografia para detetar a temperatura corporal das pessoas.
    construção
    Foto: Anton/Unsplash


  • Superfícies que neutralizam as bactérias. As superfícies e elementos que compõem os espaços hospedam bactérias de todos os tipos, e o seu nível de aderência depende diretamente da sua composição. Por isso, salientam estes especialistas, também se opta cada vez mais pela utilização de bancadas, ladrilhos, puxadores e maçanetas com capacidade para impedir a proliferação de bactérias. As suas vantagens fazem com que se valorize a sua utilização em locais públicos como bares, restaurantes, cinemas, hotéis, escolas, lojas, centros de exposições, consultórios médicos… embora também sejam muito úteis em casa, especialmente em cozinhas, casas de banho e nos quartos das crianças.
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    Foto: Henry & Co./Unsplash


  • Mudanças na manutenção e operação das instalações de ar condicionado e ventilação. O ar foi confirmado como um dos vetores de transmissão da atual pandemia. Por isso, e embora várias sociedades médicas tenham destacado a falta de evidência científica sobre a possibilidade de os sistemas de climatização facilitarem a disseminação do coronavírus, recomenda-se a adoção de algumas medidas relacionadas com os mesmos. Neste sentido, a Federation of European Heating, Ventilation and Air Conditioning aconselha a fazer alterações nas condições de manutenção e funcionamento das instalações: garantir a ventilação dos espaços com ar exterior, colocar a ventilação em potência média durante pelo menos duas horas antes da abertura do edifício, apostar regularmente na ventilação natural, aumentar a eficiência da filtração.
    Foto: Michal Matlon/Unsplash


  • Acondicionar acusticamente os espaços para evitar elevar a voz. De acordo com um estudo realizado pelo Instituto Nacional de Diabetes e Doenças Digestivas e Renais dos Estados Unidos, falar em voz alta pode gerar, por minuto, o equivalente a mais de 1.000 gotículas contaminadas capazes de permanecer suspensas no ar durante 8 minutos ou mais num espaço fechado. Por este motivo, uma das principais recomendações que está a ser feita a restaurantes, museus, salas de eventos, instalações ou escritórios é evitar que ocorra uma sobre-exposição ao ruído. Isto porque a consequência direta desta situação é encurtar a distância relativamente ao outro e elevar a voz, o que pode ser decisivo na disseminação do vírus, já que neste caso a projeção de gotículas de saliva que podem conter partículas virais é maior. Por isso, agora mais do que nunca, estão a ser promovidas soluções de condicionamento acústico, as quais, através da instalação de elementos de absorção do som, reduzem o nível de ruído dos espaços, bem como a sua inteligibilidade.
    Foto: Priscilla Du Preez/Unsplash

“Embora muitas destas soluções não sejam uma receita mágica contra a atual pandemia de coronavírus, permitem aumentar as precauções tendo em vista o futuro, criando ambientes confortáveis, eficientes, sustentáveis ​​e, acima de tudo, seguros do ponto de vista da saúde”, declara a Sto.

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