Sistemas de bicicletas partilhadas e transportes públicos elétricos, zonas de baixas emissões de dióxido de carbono, políticas de estacionamento e uma plataforma online, além da criação de uma rede de postos públicos de carregamento rápido, integram a estratégia definida no Plano de Mobilidade Elétrica da Arrábida.

Este plano resulta de um trabalho conjunto dos municípios de Setúbal, Palmela e Sesimbra e da ENA – Agência de Energia e Ambiente da Arrábida, “constituindo uma forte aposta para o futuro sustentável do território”, salientam as entidades promotoras da iniciativa.

A instalação de postos públicos de carregamento para viaturas elétricas, para um horizonte temporal de dez anos, é uma das principais ações deste plano, o qual prevê a criação de uma rede no “Território Arrábida” composta por 209 pontos de carregamento normais/semirrápidos e 76 de carregamento rápido.

No âmbito deste plano conjunto, a ENA vai instalar, em breve, três pontos de carregamento rápido, um em Setúbal, na Avenida Luísa Todi e outros dois em Palmela e Sesimbra, os quais permitem o abastecimento elétrico em apenas trinta minutos.

mobilidade elétrica é um fator importante de sustentabilidade ambiental

“Cada um faz o seu papel. É um reforço para o alargamento de uma rede de abastecimento elétrico [no Território Arrábida] para que a mobilidade elétrica seja um fator importante de sustentabilidade ambiental e de redução das emissões de dióxido de carbono”, sublinha Manuel Pisco, vice-presidente do município de Setúbal.

Esta nova rede de abastecimento elétrico – destaca o diretor técnico da ENA, Orlando Paraíba – “foi pensada e estruturada tendo em consideração o crescimento da procura, os polos geradores das necessidades de mobilidade elétrica e as interações com outros modos de transporte”.

Plano que vai além da mobilidade elétrica

Neste sentido, Orlando Paraíba apontou que o que se pretende é dotar os municípios de um plano estratégico que vá além da mobilidade elétrica. “O objetivo não é apenas uma substituição direta do veículo convencional por um elétrico, mas a utilização de modos de transporte suaves na perspetiva de uma mobilidade urbana mais sustentável”.

O Plano de Mobilidade Elétrica da Arrábida, consultável na página da ENA, está enquadrado no projeto europeu EnerNetMob, cofinanciado pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional, ao abrigo do Programa Operacional de Cooperação Territorial Europeia.

O Plano de Mobilidade Elétrica da Arrábida identifica, igualmente, modelos de exploração e de oportunidades de intervenção de acordo com as características territoriais, padrões de mobilidade e de crescimento dos municípios de Setúbal, Palmela e Sesimbra.

O documento aponta ainda instrumentos financeiros e de planeamento a ativar para a criação de infraestruturas de veículos elétricos, a par de planos de estacionamento, oportunidades de ligação entre infraestruturas já existentes, tendo em vista a promoção de modos de deslocação em modos suaves.

€500.000
Investimento aproximado em postos de carregamento públicos no território Arrábida até 2022

Para o presidente do Conselho de Administração da ENA, Sérgio Marcelino, este “é um plano dinâmico, que acompanha a evolução tecnológica, com soluções de promoção e de suporte à utilização do veículo elétrico para responder às necessidades de mobilidade dos cidadãos”.

“Este é um momento importante. Os três municípios da Arrábida, conjuntamente com agentes económicos e tecnológicos da região vão dando passos que facilitam estes objetivos de promover a mobilidade e os veículos elétricos para redução da pegada ecológica”, afirma o vice-presidente do município de Setúbal, Manuel Pisco.

O presidente da Câmara Municipal de Sesimbra, Francisco Jesus, realça a abrangência deste novo instrumento: “Há ainda um longo caminho a trabalhar, mas este plano manifesta uma visão global de sustentabilidade, com particular ênfase na mobilidade e transição elétrica.”

Já o diretor de Departamento de Ambiente e Serviços Urbanos da Câmara Municipal de Palmela, João Faim, enaltece o compromisso deste concelho “na mobilidade elétrica para o crescimento sustentado do território, das zonas rurais às urbanas”, o qual procura “contribuir para a descarbonização”.

Deixe um comentário

avatar
  Subscribe  
Notify of