Lisboa tem um novo parque verde. Trata-se do Parque Gonçalo Ribeiro Telles, numa homenagem ao arquiteto paisagista falecido em novembro do ano passado.

A atribuição do topónimo “Parque Gonçalo Ribeiro Telles” ao novo parque urbano foi aprovada pela Câmara Municipal de Lisboa, em 26 de maio de 2021.

Este jardim liga a Fundação Calouste Gulbenkian, a sul, ao corredor verde de Monsanto, e conta com uma obra de Cristina Iglesias, oferecida pela Fundação dirigida por Isabel Mota que esteve presente na cerimónia de inauguração do espaço.

O Parque Gonçalo Ribeiro Telles ocupa mais de seis hectares e está inserido no projeto de requalificação da Praça de Espanha.

© Luís Filipe Catarino/CML

Parque com quase 800 árvores de 25 espécies

O Parque Gonçalo Ribeiro Telles vai poder contar com quase 800 árvores de 25 espécies diferentes, mais de 50 mil espécies de arbustos, herbáceas e bolbos de 60 espécies diferentes (mais de 90% autóctones e potenciais da região de Lisboa, tal como defendia Gonçalo Ribeiro Telles.

Para além desta diversidade de flora, este novo espaço terá igualmente zonas de estadia e lazer, caminhos pedonais, parques infantis, uma ciclovia, estações de bike sharing, uma nova entrada do metro e toda uma nova envolvente rodoviária e imobiliária.

“A requalificação da Praça de Espanha e a renovação futura do Largo de São Sebastião da Pedreira, juntamente com um jardim Gulbenkian ampliado, formarão um amplo conjunto urbanístico requalificado para oferecer à cidade, que aumentará a ‘mancha verde’ de Lisboa, como seria do agrado, estou certa, do Gonçalo Ribeiro Telles e como será sem dúvida de todos os lisboetas”, referiu Isabel Mota, presidente da Fundação Calouste Gulbenkian, Isabel Mota, durante a cerimónia.

No parque será ainda construída um viaduto pedonal que ligará a Fundação Calouste Gulbenkian à nova praça.

“Quatro Poços de Água no Parque, 2021”, peça de Cristina Iglesias oferecida pela Fundação Gulbenkian © Luís Filipe Catarino/CML

Por seu lado, Fernando Medina, presidente da Câmara Municipal de Lisboa, salientou que a nova zona verde surge onde “antes tínhamos um espaço inacessível, dominado pela circulação automóvel”.

Esta é uma zona onde “aplicámos muito” do pensamento de Gonçalo Ribeiro Telles, salientou Fernando Medina, “transformando zonas que eram impermeáveis, em zonas permeáveis, aproveitando bacias naturais de água, para ela poder circular e aparecer de novo”.

Sobre Ribeiro Telles, o responsável da edilidade lisboeta considerou-o um homem “antes do seu tempo, porque antes de todos nos apontou o caminho da transformação de uma cidade, cada vez mais verde, ecológica e sustentável”.

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Foto: CML

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