Yotel Porto: pedidos dos hóspedes são entregues por robôs

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Yotel Porto: pedidos dos hóspedes são entregues por robôs

A Yotel chegou pela primeira vez à Península Ibérica e a nossa cidade invicta foi a escolhida para receber o mais recente hotel do grupo. A unidade hoteleira dá pelo nome Yotel Porto e diferencia-se das demais por ter robôs a trabalhar como “mordomo” do espaço.

Trata-se de um projeto que resulta da parceria estabelecida com a Beltrão Coelho. A história marca portuguesa, dedicada às Tecnologias da Informação, ficou responsável por configurar a Yolinda e o Yogiro. Os dois equipamentos robóticos estão assim aptos a interagir diretamente com os hóspedes, o que resulta numa experiência mais independente.

As etapas até o robô chegar aos hóspedes

Há todo um “ritual” a ser cumprido até que os robôs do Yotel Porto entreguem corretamente os pedidos aos hóspedes. Para começar temos que referir que a Yolinda e o Yogiro têm gavetas nas quais são colocados os snacks e as bebidas.

Estando os pedidos devidamente acondicionados nas referidas divisórias, é necessário digitar um código que indica ao robô qual o número da porta do quarto onde este se deve dirigir. Como deve calcular a ideia é minimizar o mais possível a intervenção humana. Por isso, foi necessário arranjar uma forma de os robôs abrirem as portas dos elevadores sozinhos.

Graças à programação que lhes foi aplicada pela Beltrão Coelho, tanto a Yolinda como o Yogiro são totalmente autónomos na sua deslocação entre pisos do Yotel Porto. Ao aproximarem-se do elevador estes “mordomos tecnológicos” emitem um sinal para que a porta seja aberta. Já no seu interior, os próprios robôs indicam ao elevador o andar para o qual se querem deslocar.

Finalizada a viagem de elevador, aproxima-se o momento de entregar o pedido diretamente ao hóspede. Quando chegam à porta do quarto a Yolinda e o Yogiro encarregam-se de telefonar ao cliente. Do outro lado da linha a pessoa que atende a chamada ouve uma mensagem a informar que o seu pedido já chegou e que deve abrir a porta. Segue-se então a recolha dos snacks e das bebidas. O robô, ao detetar a aproximação do hóspede, abre a gaveta correspondente ao seu pedido.

A Yolanda e o Yogiro têm capacidade para, a cada viagem, distribuírem até três encomendas. Isto porque os robôs ao serviço do Yotel Porto vêm equipados com duas ou três gavetas cada um. Depois de entregues todos os pedidos os “mordomos” regressam, mais uma vez de forma autónoma, ao ponto inicial.

Robótica em franco crescimento

Há muito que os robôs têm conquistado “espaço” na nossa vida doméstica, na indústria, na medicina e na área militar. Contudo, de à uns tempos para cá, a aposta tem recaído principalmente em robôs que interagem com humanos. 

Quando falamos de robôs que interagem com humanos referimo-nos, por exemplo: a robôs para teleconferência, robôs para receção e acompanhamento em eventos e ainda robôs para transporte de objetos. A Yolinda e o Yogiro integram-se nesta última categoria e “são um exemplo do que a Beltrão Coelho acredita que está para chegar no futuro da robótica em Portugal, na Europa e no mundo”. 

Apesar de neste artigo termos dado particular atenção aos robôs Yolanda e Yogiro, instalados no Yotel Porto, a Beltrão Coelho também desenvolveu os modelos Cruzr e Sanbot. Além disso a marca planeia produzir outros equipamentos que devem chegar ao mercado ainda este ano. Ou não estivesse a Beltrão Coelho há muito focada “em desenvolver uma estratégia para o crescimento da área robótica em Portugal”.  

Com mais de 70 anos de história, a Beltrão Coelho prevê “um constante processo de evolução, assente em anos de programação e de desenvolvimento em novas áreas da robótica”. Complementado com “uma normalização cada vez maior dos robôs no mundo”.

Desta forma, a marca acredita que ser possível que os robôs venham a ganhar “um lugar crescente na vida das pessoas e, principalmente nas empresas”. Nomeadamente “em áreas como o turismo e os eventos”, remata a Beltrão Coelho.

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