Até 2025 todo o café da Nestlé será proveniente de cultivo sustentável

Buondi, Sical, Tofa e Cafés Christina, marcas locais produzidas no Porto, querem alcançar o objetivo de 100% do café proveniente de cultivo sustentável em 2022. Nescafé e Nescafé Dolce Gusto pretendem essa meta até 2025.

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A Nestlé refere que já garante mais de 85% da produção do café das suas marcas através de cultivo sustentável e agora reforçou os seus compromissos para alcançar uma produção com cultivo 100% proveniente de origens responsáveis até 2025.

Segundo a empresa, em 2020, Nescafé e Nescafé Dolce Gusto asseguraram 85% e 90%, respetivamente, da produção de café proveniente de cultivo sustentável e continuam a trabalhar para atingir os 100% em todo o mundo até 2025.

Buondi, Sical, Tofa e Cafés Christina, as marcas locais da Fábrica do Porto, obtiveram 89% do café proveniente de cultivo sustentável, e têm como objetivo alcançar os 100% em 2022.

A Buondi, a Sical e as marcas regionais Christina e Tofa são produzidas na Fábrica do Tronco, em S. Mamede de Infesta.

“O caminho para a obtenção de matérias-primas provenientes de cultivo sustentável é gradual e contínuo, e, na nossa visão, deve ser implementado na génese de trabalho das marcas. É isso que pretendemos fazer e é por isso que definimos objetivos a médio e longo prazo, alicerçados em esforços conjuntos de todas as partes envolvidas”, explica Gonçalo Granado, Diretor de Comunicação da Nestlé Portugal.

As marcas de café da Nestlé têm vindo a desenvolver parcerias com diferentes associações com as quais definem e validam os critérios que asseguram a sua classificação enquanto café proveniente de cultivo sustentável.

Comunidades de produtores de café 

Para obter esta classificação é necessário garantir condições que assentam em dimensões económicas, sociais e ambientais – que protegem não só o planeta e o ambiente, mas também as comunidades de produtores de café.

Isso inclui assegurar a rastreabilidade dos grãos de café até ao produtor, utilizar práticas de agricultura que protejam o solo e que utilizem recursos naturais de forma eficiente, não contribuindo para a desflorestação e fomentando a biodiversidade.

Para além disso, importa também garantir formação de qualidade aos agricultores e produtores – por forma a melhorar a produtividade e rentabilidade das plantações, e as suas condições de trabalho e de vida.

Critérios seguidos

Todos estes critérios são reconhecidos por entidades externas e validados por organizações independentes, como a 4C Services e/ou a Rainforest Alliance, que trabalham em conjunto com auditores locais credenciados para avaliar as práticas de acordo com as normas estabelecidas.

Os critérios 4C – Associação do Código Comum para a Comunidade do Café – asseguram que o cultivo de café não contribui para a desflorestação e perda de biodiversidade; que são utilizadas boas práticas de agricultura e proteção do solo, água e ar durante a produção de café; que os direitos humanos e de trabalho são respeitados; e que os agricultores possuem formação adequada.

A Nescafé e a Nescafé Dolce Gusto estabeleceram ainda um projeto global conjuntamente com a Rainforest Alliance, centrado no desenvolvimento de uma produção responsável do café e na melhoria dos meios de subsistência dos agricultores, apoiando-os na obtenção de maior produtividade e de melhor qualidade.

Exemplo disso, declara a empresa, é o facto de que, desde 2010 e através do Nescafé Plan já foram formados mais de 900.000 cafeicultores em novas técnicas de produção que ajudam a proteger os recursos naturais.

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