Energia fotovoltaica chega a quatro estações do Metropolitano de Lisboa

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Metropolitano de Lisboa já se tinha comprometido a participar de forma ativa no combate às alterações climáticas, contudo só agora passou das palavras à ação apostando em módulos fotovoltaicos. Mas, vamos com calma! Para que tudo faça sentido é preciso começar por explicar que são várias as estações que compõem o Metropolitano de Lisboa e, para evitar confusões, foi preciso arranjar uma forma de as identificar.

Aparentemente o método mais eficaz que encontraram para solucionar este “problema” foi colocar à entrada dos acessos às estações um pilar com o logótipo “M” que, durante a noite, fica iluminado através do sistema energético da estação.

A grande novidade é que, a partir de agora, dar luz a estes elementos identificativos vai passar a ser mais sustentável. Isto porque o Metropolitano de Lisboa procedeu recentemente à instalação de um módulo fotovoltaico para iluminação autónoma do pilar de sinalização que se encontra no exterior da estação Laranjeiras. Mais precisamente, na entrada de metro localizada na Estrada da Luz.

O referido módulo caracteriza-se por integrar um conjunto de baterias que, durante o dia, armazenam energia através de painéis fotovoltaicos. Mais tarde, durante a noite, essa energia é reaproveitada para alimentar a lâmpada que ilumina o símbolo “M”.

Outra característica dos módulos fotovoltaicos que merece ser realçada é o controlo remoto. O sistema oferece, por exemplo, a possibilidade de se controlar as horas em que a lâmpada, localizada no interior do símbolo, se liga e desliga.

A expansão do projeto

A instalação do módulo fotovoltaico na estação Laranjeiras foi só o começo. O plano é trazer este sistema também para as estações de Telheiras, Campo Grande e Baixo Chiado. Algo que se deverá concretizar assim que estiverem reunidas as condições técnicas necessárias. Além disso, segundo foi avançado em comunicado, “este sistema será progressivamente instalado em todas as entradas das estações, atuais e futuras”. Desde que “os acessos se encontrem distantes das mesmas”.

A instalação do mecanismo autónomo de alimentação com recurso às energias renováveis, através de um módulo fotovoltaico, também deverá ser privilegiada sempre que se revelar francamente mais simples e económica do que a passagem de um cabo de alimentação proveniente da estação.

Prevê-se que, graças aos módulos fotovoltaicos, o Metropolitano de Lisboa consiga uma poupança energética anual de aproximadamente 102KW. Ou seja, esta nova solução permitirá ao Metropolitano contribuir ativamente para a descarbonização e redução de emissões de dióxido de carbono.

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