O estudo da EY “Conhecer os desafios ajuda a encontrar o caminho? Portugal: Desafios para 2021”, que o Watts On tem vindo a destacar em diversos artigos, enfatiza a importância que o tema da sustentabilidade terá em tempos marcados pela necessidade de recuperação económica devido à COVID-19.

Na análise, os consultores Manuel Mota (Partner EY, Financial Accounting & Advisory Services) e Beatriz Varela Pinto (Manager EY Climate Change & Sustainability Services) defendem que o atual momento de recuperação constitui uma oportunidade para construir uma versão descarbonizada do tecido empresarial, em particular, pelas oportunidades resultantes da transição climática.

Refere a EY que o Plano Preliminar de Recuperação e Resiliência (PRR), apresentado à Comissão Europeia em outubro, surge com o objetivo de controlar a pandemia, recuperar da crise social e económica daí resultante e fazê-lo de forma alinhada aos objetivos estratégicos de resiliência, sustentabilidade, coesão e prosperidade, assim como do objetivo da neutralidade carbónica para 2050.

Esta é a altura para as empresas se posicionarem de forma estratégica

Nesse sentido, Manuel Mota e Beatriz Varela Pinto sublinham que a transição climática constitui uma das três dimensões estruturantes do PRR, compreendendo três roteiros para a retoma do crescimento sustentável e inclusivo: a mobilidade sustentável, a descarbonização e bioeconomia e a eficiência energética e renováveis, que, por sua vez, compreendem as seguintes cinco componentes de investimento sublinhadas no estudo da EY e que reproduzimos aqui:

in estudo da EY “Conhecer os desafios ajuda a encontrar o caminho? Portugal: Desafios para 2021”

A EY declara que o pacote de reformas e investimentos abrangido no PRR, combinado com outros instrumentos europeus, irá permitir canalizar um volume substantivo de fundos para 2021-2026.

“Da resposta ao desafio das alterações climáticas surgem oportunidades resultantes da transição climática. O atual momento de recuperação constitui uma oportunidade para construir uma versão descarbonizada do tecido empresarial. Esta é a altura para as empresas se posicionarem de forma estratégica, em linha com os roteiros previstos para a retoma do crescimento sustentável e inclusivo, com vista a procurarem capturar já a partir de 2021 os investimentos destinados à transição climática”, concluem os consultores da EY.

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