Um estudo do município do Porto concluiu que a COVID-19 acelerou ou vai acelerar o ritmo de transformação digital e o recurso ao trabalho remoto.

Desenvolvido pelo Porto. for Talent, braço do gabinete de atração de investimento InvestPorto, o relatório foi elaborado durante o passado mês de dezembro e sucede a um primeiro estudo, lançado em junho de 2020, que concluía que as empresas instaladas na cidade do Porto, na sua maioria, mantinham intactos os planos de investimento, mesmo num cenário de crise.

Desta vez, pretendeu-se compreender como as empresas e os profissionais se adaptaram a uma nova realidade de trabalho imposta pela pandemia.

O questionário, desenvolvido em duas partes, abrangeu, no total, 100 empresas e respetivos colaboradores, e centrou-se em três grandes áreas: “Teletrabalho e COVID-19: Mudanças e adaptação”, “Impactos do teletrabalho” e “Perspetivas”.

As conclusões do estudo “Impacto da COVID-19 no trabalho e no processo de transformação digital” apontam para um conjunto de mudanças nas organizações com repercussões a longo prazo.

Não só a grande maioria das empresas (80%) considera que a pandemia veio acelerar o processo de transformação digital, como também a quase totalidade das empresas (90%) afirma que a possibilidade de trabalho remoto é valorizada pelos trabalhadores, bem como que a adaptação ao teletrabalho foi mais rápida e fácil do que esperava.

“E quando os inquiridos são a própria fonte de talento, ou seja, os trabalhadores, a adesão a esta modalidade de trabalho é total: 100% dos profissionais valorizam a possibilidade de trabalhar remotamente e opinam que a adaptação ao teletrabalho foi mais fácil do que o esperado”, referem os autores do inquérito.

Estas conclusões vêm reforçar os dados revelados pelo primeiro estudo, que concluía que 8 em cada 10 empresas estratégicas para o desenvolvimento económico do Porto adotaram o regime de teletrabalho, com a adesão a esta modalidade a ser maior junto das grandes empresas.

Relativamente aos impactos do teletrabalho, empresas e profissionais estão alinhados quanto à sua influência residual na produtividade e na colaboração e trabalho em equipa, considerando que o trabalho remoto não teve efeitos negativos a estes níveis.

Novas competências

Embora a quase totalidade dos inquiridos esteja convicta de que o trabalho à distância irá continuar a marcar a vida das organizações, a maioria refere que o trabalho nunca poderá vir a ser, ou não acha conveniente que seja, totalmente remoto.

Por outro lado, a grande maioria das empresas e dos trabalhadores acreditam que os novos modelos de organização do trabalho irão conduzir, num futuro próximo, à necessidade de novas competências, atribuindo neste contexto um papel de relevo às competências emocionais e sociais.

A grande maioria das empresas (84%) não coloca a hipótese de fechar escritórios ou espaços de trabalho no Porto e nem prevê (94%) mudar para outra cidade ou região.

Para maior detalhe sobre as conclusões deste inquérito, veja a galeria de imagens aqui, com a síntese dos principais resultados:

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