O Telmo Azevedo tem 43 anos, é Engenheiro Informático e Fundador da UVE.

Em 2014 criou a comunidade do Mitsubishi Outlander PHEV para partilhar de dúvidas e informação sobre a tecnologia PHEV que estava a chegar ao mercado. Hoje conta quase com 14.000 utilizadores de todo o mundo

Quando passou a utilizar um híbrido plug-in e qual o modelo?

A família optou em 2014 por trocar os dois carros a gasóleo que tínhamos por um Mitsubishi Outlander PHEV.

A escolha foi sua ou tratou-se de uma decisão da empresa?

Foi uma decisão consciente, como utilizadores particulares, de que seria a melhor solução para o nosso regime de mobilidade diária.

Qual o motivo de terem escolhido um híbrido plug-in?

Minimizar os custos com as deslocações, a nossa pegada ambiental e ter uma maior eficiência energética.

Qual o automóvel que tinham antes de começar a utilizar este híbrido plug-in?

Tínhamos VW Polo 1.4 TDI e um Ford Galaxy 2.0 TDI.

Quais as vantagens que este tipo de veículo apresenta?

Permite fazer o dia a dia na cidade sempre em modo elétrico e para as viagens grandes esporádicas não sofrer qualquer restrição de autonomia ou refazer planeamentos em função do carro.

Carrega a bateria do seu PHEV com regularidade? Se sim, diga-nos como e onde o faz.

Carregamentos maioritariamente em casa (com wallbox a 10A, 2.2 kW, sem pressa durante a noite) e no trabalho (com EVSE de 16A, 3.3 kW).

Qual o consumo de gasolina/gasóleo que faz habitualmente neste veículo?

No Outlander PHEV, em seis anos fizemos 76.000 quilómetros, com um consumo médio de 1,48 l/100km. Todos os registos de abastecimentos e carregamento estão aqui.

No Volkswagen Polo, gastávamos 6 l/100km e no Ford Galaxy, 8 l/100km.

Quais são as desvantagens dos PHEV face a outro tipo de veículos, como os híbridos convencionais e os elétricos?

As manutenções programadas não têm em conta o tipo de utilização que os híbridos plug-in conseguem ter. Mesmo usando pouco o motor a combustão são trocadas peças, óleos e filtros como se de um Veículo de Combustão Interna normal se tratasse. Como tal, o o custo fixo associado a esse processo torna-se invariável.

Continua a ter/utilizar um PHEV ou tem entretanto um automóvel de outro tipo? Qual e porquê?

Passados seis anos troquei o SUV PHEV por um SUV BEV 100% elétrico pois a rede que havia há seis anos com cinco PCR* e poucos PCN** funcionais já é hoje mais confiável para ir a todo o lado.

Só temos agora veículos elétricos em casa e alimentados por uma energia solar.

Qual será o seu próximo automóvel?

Já o tenho, é um Hyundai Kauai Electric. É o veículo com a melhor relação preço/qualidade/eficiência do mercado, como o Outlander PHEV era em 2014.

Pensa que faz sentido classificar os PHEV como veículos que prejudicam o ambiente? Qual o papel que podem ter na transição energética?

É absurdo e denota-se que foi um movimento politico concertado sem noção da realidade pois não se pode generalizar todos os UVE pelo mau uso que alguns possam dar aos seus veículos, nomeadamente das frotas, pois ignoram as mais-valias dos PHEV já que o TCO não é da responsabilidade desses utilizadores.

Seria o mesmo que aplicar o mesmo critério aos BEV existindo a remota possibilidade de os carregar com geradores portáteis a gasolina em vez de se usar uma rede de energia renovável.

Os PHEV estão a fazer o caminho para a transição da mobilidade elétrica para quem ainda não confia na tecnologia e quer dar um passo de cada vez, sem contingências.

Acho sim, que se pode reduzir os incentivos destes para a empresas e dar uma maior dotação destes para os particulares, cuja mentalidade de eficiência está presente na utilização de um PHEV.

*Postos de Carregamento Rápido
**Postos de Carregamento Normal

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