A startup Lynx Advanced Composites, com atividade na área de desenvolvimento de componentes e quadros para bicicletas em fibra de carbono, fez uma parceria com o INEGI para o desenvolvimento de uma nova bicicleta elétrica que se destaca por apresentar um quadro e um guiador de baixo peso e elevada resistência mecânica.

Lynx Advanced Composites, é uma empresa “start-up”, na área de desenvolvimento de componentes para bicicletas em compósitos de carbono, com sede em Aveiro. Desde novembro de 2017 está a desenvolver um projecto apoiado pelo P2020 para o desenvolvimento de um quadro em compósito de carbono (Neeko) para uma bicicleta de montanha eléctrica (e-MTB).

Produzidos no INEGI, com recurso a uma combinação inovadora de diferentes tecnologias de fabrico de materiais compósitos, nomeadamente fibra de carbono, estes componentes (quadro e guiador) poderão integrar bicicletas de montanha elétricas (e-MTB), cujo quadro é 10% mais leve que o homólogo da concorrência e cuja produção têm a vantagem de exigir menos matéria-prima.

Várias tecnologias de fabrico

Para atingir o objetivo, a equipa do INEGI recorreu à conjugação de várias tecnologias de fabrico, que inclui técnicas tipicamente associadas ao fabrico de peças de alta qualidade nas indústrias automóvel e aeronáutica.

Segundo Rui Mendes, responsável pelo projeto no INEGI, o produto final resulta da “combinação de três tecnologias de fabrico: High-Pressure Resin Transfer Molding (HP-RTM – transferência de resina a alta pressão), Carbon Fiber Sheet Molding Compound (CF-SMC) e hand lay-up com recurso a blow-molding”.

Design arrojado

“Recorremos a estas técnicas por permitirem uma elevadíssima versatilidade e complexidade geométrica”, acrescenta Rui Mendes que enfatiza que “só assim foi possível criar um quadro com maior simplicidade de fabrico e um design arrojado”.

O quadro obtido sobressai ainda devido ao seu baixo peso e por ter incorporado em si a bateria.

O protótipo do quadro Neeko foi desenvolvido e produzido numa parceria entre o INEGI e a Neeko Composites.

Por seu lado, Jorge Silva, engenheiro de desenvolvimento de processo do INEGI, salienta que o principal processo utilizado, o HP-RTM, “permitiu alcançar volumes de fibra elevados, até à casa dos 65% e com pressões de injeção em torno dos 60 bar”.

O projeto decorreu ao longo de várias fases, desde a conceção, desenvolvimento do produto, desenvolvimento do processo de fabrico, e produção de protótipos.

Findo o projeto, Ana Branco, engenheira de desenvolvimento de produto da empresa Lynx, salienta que “o INEGI foi incansável durante todo o projeto, quer na partilha de conhecimento e experiência, quer na criação de sinergias entre as diferentes equipas, que permitiram um desenvolvimento de produto e processo mais eficiente de um quadro de bicicleta eMTB, resultando no final em protótipos funcionais, que poderão tornar-se no futuro principal produto da empresa”.

Fonte da Lynx Advanced Composites,explicou ao Watts On que a fase atual do projeto passa pelo desenvolvimento de trabalhos de engenharia “a nível de desenvolvimento de eficiências no processo produtivo, para preparar sua futura industrialização”.

Quanto às perspetivas futuras, a Lynx Advanced Composites não avança, por enquanto, com mais detalhes sobre a data prevista para comercialização do quadro (“não estamos a produzir bicicletas, apenas o quadro”, lembra a empresa), nem a estimativa sobre o seu preço provável.

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