O rótulo dos alimentos é uma importante ferramenta de informação na hora de escolher o produto a ser consumido.

Um rótulo ambiental apresenta as características e o ciclo de vida dos produtos, permitindo a comparação com outros produtos similares e, em consequência, uma escolha mais consciente dos cidadãos.

Para incentivar a produção e o consumo ambientalmente responsável, o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) lançou esta semana, em Brasília, Brasil, um projeto que capacitará os produtores brasileiros de café a cumprirem os requisitos de obtenção de selos ecológicos.

A iniciativa conta com a parceria do Ministério da Economia do Brasil, do International Climate Initiative e do One Planet Network.

“Os padrões de consumo e produção sustentáveis são centrais para uma economia de baixo carbono que procuramos. Neste projeto vamos agrupar informações de rotulagem com padrões ecológicos de produção, o que vai permitir desenhar políticas integradas e ampliar o desenvolvimento da capacidade técnica para a disseminação de conhecimento”, refere a responsável sénior de programas do PNUMA, Regina Cavini.

11 países de Ásia, África e América Latina

O projeto será implementado em 11 países de Ásia, África e América Latina. No Brasil, optou-se por trabalhar especificamente com o setor do café pelo seu papel na economia nacional. Em 2019, mais de 40 mil sacas de café foram exportadas a partir do Brasil, o que gerou uma receita de mais de 5 bilhões de reais, o que dá quase mil milhões de euros, segundo o Relatório de Exportações do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil.

Este projeto pretende incentivar os produtores a adotar processos produtivos mais sustentáveis, especialmente em relação ao uso de produtos químicos na agricultura.

Para o coordenador de competitividade e sustentabilidade do Ministério da Economia brasileiro, Gustavo Fontenele, a rotulagem ambiental ainda é pouco conhecida no Brasil. “Esperamos que o projeto ajude a desmistificar o tema junto do setor cafeeiro e a outros setores económicos relevantes, entre os quais a indústria”.

Considerando que existe já uma procura por parte dos consumidores por cafés mais sustentáveis, esta iniciativa – de acordo com as Nações Unidas – pode “estimular produtores e consumidores a reconhecerem e valorizarem o uso sustentável dos recursos naturais”.

Além disso, acrescenta a ONU, potenciam a criação de “um nicho de mercado para produtos ecologicamente responsáveis, dentro do chamado ‘mercado verde'” e fortalecerão a capacidade do Brasil para a rotulagem ecológica.

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